Rio Como Vamos

Notas metodológicas

Domicílios

Nos indicadores provenientes do Censo 2010 do IBGE, há diferenças de base de cálculo de pessoas e domicílios que devem ser observadas dependendo do indicador. Em alguns casos, são considerados todos os domicílios e as pessoas ali residentes: domicílios coletivos, domicílios particulares improvisados e domicílios particulares permanentes. Em outros casos, são considerados apenas os domicílios particulares permanentes e provisórios ou apenas os particulares permanentes.
Para o IBGE, os domicílios são classificados em coletivos e particulares (improvisados e permanentes):
1. Os domicílios coletivos são aqueles em que a relação entre as pessoas que nele habitam é restrita a normas de subordinação administrativa, como hotéis, pensões, presídios, penitenciárias, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, hospitais e clínicas (com internação), alojamento de trabalhadores, motéis, campings etc. A maior parte desses casos se refere a pessoas que moram sozinhas (habitação individual em domicílio coletivo).
2. Os domicílios particulares são aqueles em que o relacionamento entre seus ocupantes é ditado por laços de parentesco, de dependência doméstica ou por normas de convivência. Eles se dividem em:
• Particulares improvisados, localizados em unidade não-residencial (loja, fábrica etc.) ou com dependências não destinadas exclusivamente à moradia, mas que está ocupado por morador. Exemplos: prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas.
• Particulares permanentes, construídos para servir exclusivamente à habitação e que têm a finalidade de servir de moradia a uma ou mais pessoas.

População

Os dados de população foram retirados dos resultados do Censo 2010 do IBGE e sobre eles foi aplicada a projeção de crescimento populacional de 2010 a 2012, total, por sexo e faixa etária. Essa projeção está disponível no Datasus, feita por meio de convênio com o próprio IBGE. Esse cálculo não leva em conta a diferença de dinâmica populacional entre as diferentes Regiões Administrativas da cidade, o que pode gerar crescente distorção na análise territorial ao longo do tempo.

Comparações territoriais

A classificação das RAs tem o objetivo de mostrar quais são as regiões prioritárias em cada indicador, ou seja, as áreas em que, no contexto da cidade, o indicador tem seus piores resultados. Para isso, foi elaborada uma lista de todas as RAs, em cada indicador, a cada ano, em ordem do melhor resultado para o pior resultado. Essa lista é dividida em cinco grupos de classificação – Melhor, Boa, Média, Baixa e Pior. Essa divisão em grupos aparece nos mapas dos indicadores, identificada com cores que vão da mais clara, para o grupo Melhor classificação, até a mais escura, para o grupo Pior classificação. O mesmo critério de cores e de classificação é aplicado nas páginas das áreas, na barra colorida que aparece acima do valor do indicador em cada ano. Como a classificação é sempre comparativa, a posição ocupada por uma RA depende também do desempenho do indicador em todas as outras RAs.

Dados de saúde de 2012

Os indicadores originados de informações de saúde de 2012 ainda são sujeitos a modificações. Isso ocorre porque notificações de nascimentos e óbitos podem demorar a ser processadas e incluídas nos sistemas de informação de saúde. Situações que dependem de confirmação ou investigação (como morte materna e morte por ação policial) podem ser alterados posteriormente, com a inclusão ou exclusão de casos dessas categorias.

Internações hospitalares

Para o cálculo dos indicadores referentes a internações hospitalares (infecção respiratória aguda, doença diarréica aguda e agressões a crianças, mulheres e idosos), foram consideradas as AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar) efetivamente pagas, constantes na base de dados do Datasus e da Secretaria Municipal de Saúde. As bases de dados foram criticadas antes do cálculo dos indicadores para evitar dupla contagem, gerada quando o mesmo paciente permanece internado por mais de um mês e gera mais de uma AIH. O critério usado para a seleção é o de local de moradia, ou seja, são considerados todos os casos de residentes no Rio de Janeiro independentemente do local da internação. A seleção dos casos se deu com o uso da Classificação Internacional de Doenças (CID 10) constante como diagóstico na ficha de internação.

Textos e Comentários

Para o esclarecimento de alguns indicadores de saúde, foram usados trechos do texto disponibilizado pelo Datasus “Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil 2008 – 2ª Edição”, que corresponde ao conteúdo do livro “Indicadores de Saúde no Brasil: conceitos e aplicações”, 2ª edição, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde (RIPSA).

Educação

A base de dados para os indicadores de Educação foi o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC). Os indicadores são calculados com base no local de matrícula dos estudantes, distribuídos pelas áreas da cidade conforme endereço das escolas no cadastro do Censo Escolar.
Formas de cálculo – Para o indicador reprovação, alinhado às regras do INEP, foi adotada a opção de calcular o indicador em relação ao total de alunos, incluindo os que abandonaram a escola durante o ano. O indicador de reprovação seguiu o seguinte critério: (reprovados) / (aprovados+reprovados+abandonos) X 100.
Para o cálculo do abandono, foram considerados todos os estudantes, descontadas as transferências e óbitos, com a aplicação da fórmula: (abandonos) / (aprovados+reprovados+abandonos) X 100.

Soma de dados das RAs e valores do município

Em vários indicadores presentes neste sistema, a soma de casos das Regiões Administrativas não corresponde ao valor do município. A diferença se deve aos casos em que os endereços não existiam nos registros e não puderam ser atribuídos a nenhuma RA.

Desigualdade

A “desigualdade” presente em todos os indicadores intraurbanos foi calculada pela divisão do valor mais elevado do indicador entre as RAs pelo menor valor, desconsiderando os zeros. A divisão foi feita antes do arredondamento dos valores do indicador para duas casas decimais, tal como apresentados neste sistema. A divisão dos números já arredondados vai gerar resultados ligeiramente diferentes para a desigualdade.

Variação dos indicadores na série histórica

Para avaliar os indicadores na série histórica, é calculada sua variação em relação ao ano imediatamente anterior. São considerados estáveis os indicadores que permaneceram dentro da faixa de variação de 5% para mais ou para menos (5% do valor, não 5 pontos percentuais). Variações maiores do que 5%, negativas ou positivas, indicam melhoria ou piora.

Divisão territorial em RAs e APs

As divisões territoriais usadas neste Sistema de Indicadores são as Regiões Administrativas (RA) e Áreas de Planejamento (AP). São divisões oficiais da cidade, definidas em decretos e leis. Definidas pela primeira vez em 1985, sofreram algumas alterações ao longo dos anos, até chegar à configuração atual de 33 RAs agrupadas em cinco APs.

Área de Planejamento (AP) Região Administrativa (RA)

AP1

Centro

Ilha de Paquetá

Portuária

Rio Comprido

Santa Teresa

São Cristóvão

AP2

Botafogo

Copacabana

Lagoa

Rocinha

Tijuca

Vila Isabel

AP3

Anchieta

Complexo do Alemão

Ilha do Governador

Inhaúma

Irajá

Jacarezinho

Madureira

Maré

Méier

Pavuna

Penha

Ramos

Vigário Geral

AP4

Barra da Tijuca

Cidade de Deus

Jacarepaguá

AP5

Bangu

Campo Grande

Guaratiba

Realengo

Santa Cruz