Blog da Rosiska
O Rio foi um presente que eu ganhei da vida. Poderia ter nascido numa cidade horrorosa ou chatíssima e caí nesse berço de ouro. Paraíso e inferno.
O meu jeito de retribuir é dar um presente ao Rio. Não posso escolher entre segurança, saúde e educação porque a cidade precisa de tudo isso. Então, junto com um grupo de cariocas, demos ao Rio um trabalho de todo dia, o Rio Como Vamos.
Trata-se de um kit: com os nossos números, uma lente de aumento que torna nítidos os problemas da cidade e dos seus bairros. Para enfrentá-los, faz parte do kit um convite a participação. E vai junto uma boa dose de esperança.
Vamos juntar o nosso presente com o que a maioria escolheu, a segurança.
Como dar ao Rio a segurança que todos nós queremos? Quem vai nos dar isso senão nós mesmos? Como? Ficando de olho nas autoridades, nas metas que a Secretaria de Segurança anunciou. Ótimo, já temos metas que acenam com uma boa melhoria. Se não forem cumpridas, vamos cobrar.
Mas que tal conversar um pouco conosco mesmos?
São só bandidos ou maus policias que nos tiram a paz? Achamos que não.Somos violentos? Nunca? Com ninguém?
Você, que não é assassino, dirige em excesso de velocidade?
Não é assaltante mas nunca deu uma cerveja pro guarda?
Não é agressivo? Por palavras, por gestos? Sua casa é um lugar seguro para todos que moram lá?
Tomara que sim, mas se não for o caso que tal começarmos por aí. Em nós, em torno de nós, vamos nos dar segurança, vamos restabelecer a paz. É um presente que podemos nos dar uns aos outros e, juntos. todos darmos ao Rio.
Rosiska
PS: estou começando hoje esse blog. Apareça.

Olá Rosiska,
Li no domingo passado uma crônica sua, “Pandemônio”, tratando da gripe suína, no jornal O Estado de São Paulo.
Só queria dizer que foi a primeira vez que li um texto seu, e que fiquei encantado.
A maneira que você monta as palavras, o texto todo flui pra dentro da cabeça, em uma harmonia incrível, como se fosse um pensamento próprio.
Adorei como você tratou de um assunto que vem apavorando tantas pessoas, de uma maneira divertida, mas ainda séria.
Moro no interior de São Paulo, onde aumenta cada vez mais o número de casos, então é um assunto muito muito muito muito (…) comum, mas nunca havia visto alguém tratar dele como você.
Neste post, falando do Rio, pela segunda vez me fez pensar coisas que eu não havia pensado, mas parece que elas sempre estiveram na minha mente.
Sem dúvida é um presente que podemos dar a todas as cidades que amamos.
Até mais.
Daniel
(eu fiquei em dúvida de comentava ou não, mas venci a vergonha, no máximo você me manda ficar quieto \o\)
Olá, Daniel.
Não fique quieto não, ao contrário, fale e muito. Que bom que você gostou do “Pandemônio”. Vou colocar no blog em sua homenagem.
Rosiska
Pois é Rosiska.Pelo que estou vendo só um comentário, o do Daniel, sobre a sua matéria tão pertinente e preocupante, que é a gripe suina. Quiseram trocar o nome para H1N1 para não ferir os sentimentos suínos mas não pegou.
Tomei conhecimento do seu site Rio Como Vamos escutando,outro dia, sua entrevista com a Lucia Hipóito na CBN. Pensei, `Finalmente alguem fazendo alguma coisa, criando um canal, espero que eficiente e eficaz, para fazer as coisas acontecerem`. Adorei saber que se encontrou com o Eduardo Paes e que esta cobrando dele prasos, isso mesmo, prasos para colocar tudo o que ele prometeu e ainda não cumpriu.
Conte comigo e parabéns pea iniciativa.
Ana Lucia
Obrigada, Ana Lucia. É bom poder contar com você. Fale sobre o blog com os
seus amigos. Continuem no nosso site onde sempre haverá notícias desse
monitoramento que estamos fazendo.Precisamos que todos se unam a nós para
que o governo funcione como nós queremos.
Uma sugestão: olhe no nosso site a situação do seu bairro nas diferentes
areas e fale com seus vizinhos.
E volte sempre aqui!
Rosiska
Oi, eu assisti a Senhora Rosiska na Bienal e dias depois vi ela falando sobre esta ong e fiquei muito curiosa. Mas mandei uns dois e-mails oferecendo meu trabalho, e também para a Senhora Rosiska dar uma olhadinha e não tive uma resposta. Eu escrevo também e é sempre sobre coisas para se fazer o bem. E claro que amaria se a Senhora Rosiska désse uma lidinha. Estou sonhando com isso dês da bienal. Seria maravilhoso. Também liquei e falei com uma moça que achou o e-mail na hora, é o rcbg. Gostaria de uma luzinha no final do túnel. Essa espera me deixa tão triste. Um pouco arrasada mesmo. Vai, dá uma forcinha, uma atençãozinha. Por favor.
Gostaria de uma respostinha. Muito obrigada.
Prezada Rosiska,
Acabei de ouvir sua entrevista na rádio CBN e fiquei muito surpreso em saber que há um movimento como este que você preside. Parabéns a você e a toda sua equipe!
No momento, não tenho muito a contribuir, a não ser com o meu interesse no seu trabalho. Ouvi em sua entrevista sobre os índices alarmantes do ensino de 2o. grau, muito bem comentado pela Lucia Hippolito como sendo a porta de entrada do jovem no mercado de trabalho.
Infelizmente, as inclusões social e digital ainda estão em nível embrionário em nosso país, porque de outra forma, um maior número de jovens teria acesso a mais oportunidades, uma vez que o conhecimento e a informação estariam mais disseminados.
Só pra se ter uma idéia do que falo, muita gente (jovem ou não) que hoje está desempregada, não faz idéia do grande número de cursos gratuitos que estão disponíveis na internet e, em alguns casos, com chancelas super reconhecidas, como é o caso da FGV.
Há um ditado que diz que o aluno é quem faz a escola, o que nos leva a pensar que a escola está numa posição de menor culpa diante desse caos. Mas isso não é verdade. Escolas que ainda preservam certo conservadorismo em seus métodos de ensino, ainda são as que produzem mais vencedores. Tenho amigos e parentes professores que me contam, pra começo de conversa, como é difícil nos dias de hoje se dominar uma turma. Não havendo domínio da turma, o aprendizado foi pro ralo. Indo o aprendizado pro ralo, o que podemos esperar dos futuros profissionais deste país?
A prova do ENEM só vem confirmar essa estatística de horror, que cresce e aponta um futuro duvidoso para o país. Alguma coisa tem que ser feita urgentemente para motivar o jovem a estudar, ainda que a motivação seja induzida, com aplicação de premiação, indicação para estágio, indicação para emprego, etc.
Quem sabe assim, teremos um futuro de jovens empunhando mais canetas do que armas!
Prezado,
Não há dúvida de que a educação é o grande desafio desse país. Desafio sobretudo de inovação. As ideias inovadoras são benvindas.
Fique conosco
Um abraço!
Rosiska