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Índice de Padrão de Limpeza registra desigualdade entre regiões do Rio

29 de setembro de 2017

Das 33 áreas de gerência da Comlurb, apenas o Complexo do Alemão obteve piora no Índice de Padrão de Limpeza entre o segundo trimestre de 2016 e o mesmo período de 2017. O índice, implantado pela companhia em janeiro de 2014, é resultante da média ponderada a partir do levantamento de variáveis relativas a limpeza de logradouros. Quanto maior o índice, maior é a limpeza.

Nesse cenário, o Complexo do Alemão fechou o segundo trimestre em 73,08, ante 78,21 ano passado. A região, no entanto, não aparece entre as dez com os menores índices. A pior nota ficou com Fazenda Botafogo, com 63,55, seguida de Jacarepaguá (63,99), Anchieta (64,43), Freguesia (64,87) e Piedade (66,11).

No extremo oposto, o Centro terminou o período com 87,28. Em seguida aparecem Copacabana (86,4), Leblon (84,34), Santa Teresa (83,6) e Barra da Tijuca (80,97). Todos bem acima da média municipal: 71,57.

Tamanha discrepância entre regiões, de acordo com Thereza Lobo, coordenadora executiva do movimento Rio Como Vamos, reafirma a pecha de cidade desigual do Rio de Janeiro. “Nota-se uma predominância de limpeza na faixa que vai do Centro à Barra da Tijuca, passando pela Zona Sul, isto é, áreas de classe média alta, enquanto bairros das Zonas Norte e Oeste concetram as áreas públicas mais sujas”, destaca Thereza.

A socióloga destaca que das dez áreas de gerência com os piores índices de limpeza, seis são da Zona Norte e quatro, da Oeste. A Zona Norte só é representada entre as dez mais limpas com os bairros da Grande Tijuca (Tijuca, Vila Isabel e São Cristóvão), com rendas mais elevadas, e centrais (Centro, Santa Teresa e Zona Portuária). “A Barra é a única região da Zona Oeste entre as notas mais altas, mas não representa a parte suburbana daquela parte da cidade”, classifica Thereza Lobo.