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Segurança pública faz cariocas desejarem deixar o Rio

18 de outubro de 2017

Os dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam que os roubos de carro aumentaram 51,6% em agosto, no Rio, na comparação com o mesmo mês de 2016. Isso significa que o número de casos passou de 3.041 para 4.613. Na mesma comparação temporal, também foram notados aumentos nos roubos de carga, assaltos dentro de ônibus e roubos de celulares. A categoria letalidade violenta – que considera homicídios, latrocínios, autos de resistência e lesão corporal seguida de morte – teve aumento de 0,6% nos primeiros oito meses do ano.

De acordo com a última edição da pesquisa de percepção da qualidade dos serviços públicos do movimento Rio Como Vamos, realizada em 2015, o orgulho do carioca em morar no Rio vem diminuindo nos últimos anos. Entre 2013 e 2015, aumentou o percentual de de moradores da cidade que, se pudessem, se mudariam para outro lugar: 56%, ante 48% no levantamento anterior e 27%, em 2011. “Percebemos que a violência é a principal motivadora do desejo de partir”, destaca Thereza Lobo, coordenadora executiva do movimento Rio Como Vamos.

Dos entrevistados, 71% disseram, já naquela época, que a segurança pública havia piorado no último ano. O percentual de pessoas que atribuíram notas ruins (de 1 a 4, numa escala que vai até 10) passou de 49% para 64% entre 2013 e 2015, maior valor desde 2008. A percepção de segurança é reflexo direto da modalidade roubo a transeunte. Se em agosto os dados do ISP revelam alta de 9,9% em um ano, 40% dos ouvidos na pesquisa afirmaram que esse é o crime que mais gera medo. Quanto às UPPs, 41% dos moradores avaliaram o projeto como ruim. “Quando sete em cada dez entrevistados dizem que a segurança piorou, isso significa que a opinião é comum a toda a cidade, em todas as regiões e classes sociais”, explica Thereza Lobo.