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Dengue, zika e chicungunha: Plano Estratégico do Rio ignora doenças

28 de novembro de 2017

Apesar da constância do problema nas últimas décadas, as doenças transmitidas por mosquitos ficaram de fora do Plano Estratégico da cidade do Rio de Janeiro, lançado em julho pela prefeitura. Em 2016, houve 25.843 casos de dengue, 31.961 de zika e 14.203 de chicungunha. Este ano, esses números já chegam a 3.126, 566 e 1.497, respectivamente.

A coordenadora executiva do movimento Rio Como Vamos, Thereza Lobo, defende que haja continuidade nas políticas públicas que já foram bem sucedidas em surtos anteriores. “Políticas de prevenção adotadas no passado têm que se tornar permanentes para que essas crises, que são previsíveis, não sejam sazonais”, diz.

A socióloga acrescenta que, além do clima tropical propício, as mudanças climáticas podem favorecer o ambiente de reprodução do vetor, que prefere locais quentes e úmidos. “A prefeitura deveria prever investimentos não só em campanhas de conscientização, mas em eliminação de focos, armadilhas de mosquito, mosquitos geneticamente modificados e em fumacê, eventualmente”, afirma.